Crédito rotativo: Confira como funciona e porque não vale a pena

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Imagine a cena: fim do mês chegando e, no orçamento de casa, percebe que existe fatura do cartão de mais para salário de menos. A saída natural para evitar cair no vermelho com o Banco é pagar apenas uma parte do valor, certo? Pois é. A situação, comum para os meses em que os gastos com o cartão saem do previsto, pode ser um problema no futuro. É que ao não pagar a fatura na integralidade o consumidor entra em uma modalidade de pagamento chamada de crédito rotativo.

Acontece que esta modalidade concentra uma das maiores taxas de juros do mercado de crédito. Para se ter uma ideia do impacto, em outubro de 2021, a modalidade atingiu a marca de 343,6 % de juros cobrados ao ano de acordo com as Estatísticas monetárias e de crédito divulgadas pelo Banco Central do Brasil.

No artigo de hoje te ajudamos a entender melhor como funciona o rotativo – e como evitar os endividamentos causados por ele.

Boa leitura!

O que é crédito rotativo?​

Para entender melhor o que significa crédito rotativo voltemos ao cenário que abre este texto. Ao decidir pagar somente uma parte da fatura, o consumidor abre espaço para que o banco financie o valor restante. O rotativo é este financiamento do adicional. 

Como todo empréstimo, ele vem atrelado a juros e demais encargos cobrados pela instituição financeira. Para entrar no rotativo o cliente precisa pagar um valor inferior ao total da fatura, mas superior ao valor mínimo

Desde 2017, com a Resolução 4.549, este tipo de crédito só pode ser cobrado uma vez por mês, então, se você percebeu irregularidades no valor da sua fatura, entre em contato com a central de atendimento do seu banco e informe a irregularidade. 

Como funciona a cobrança do crédito rotativo?

Cada instituição financeira possui uma taxa de juros própria para o rotativo, então, a forma como é cobrada dependerá do banco. O adicional é sempre detalhado na fatura do cartão, seja colocado como “encargos” ou com o nome completo, “crédito do rotativo”. 

​​Caso você não consiga pagar o valor da fatura seguinte, após o rotativo, o banco poderá oferecer uma nova modalidade de pagamento – como o parcelamento, por exemplo, que costuma ter encargos menores. 

É preciso ter em mente que, assim como toda operação de crédito, o rotativo também é um empréstimo. A empresa, ao liberar a opção, já considera a possibilidade do valor não ser devolvido na data combinada – no caso, o vencimento da fatura. E é por isso que a taxa de juros é cobrada.

Embora seja calculado de maneira automática, para chegar até o saldo disponível no rotativo, a empresa avalia o histórico de compras do cliente. O valor oferecido sempre estará ligado às possibilidades de pagamento daquele perfil de consumidor, ok? 

O Banco Central do Brasil divulga, mensalmente, o valor do rotativo de instituições financeiras cadastradas. Confira a taxa do seu banco

Pagamento rotativo no cartão: por que não vale a pena?

Já deu para perceber que o juros alto e o rotativo são melhores amigos, né? Por isso, ao optar pelo pagamento mínimo da fatura, apesar de economizar à primeira vista, o cliente acaba pagando a mais no mês seguinte

Isso porque os encargos cobrados sobre o valor restante são altos. Fica mais fácil de perceber na ponta do lápis, olha só.   

Como calcular o crédito rotativo?

Para ilustrar o impacto deste tipo de crédito no seu orçamento vamos precisar que esteja com a sua fatura mais recente em mãos. Veja o passo a passo de como calcular o juros do rotativo. 

  1. Identifique, na sua fatura, o valor mínimo e o valor total do mês. Lembre-se: para entrar no rotativo, é preciso pagar acima do pagamento mínimo. 
  2. Agora, subtraia o valor mínimo do valor integral. Você encontra, então, a quantia que não será paga – é nela que os juros do rotativo serão calculados.
  3. Lembra da tabela do tópico anterior? Ela será útil aqui. Identifique a taxa cobrada ao mês pela sua instituição. Multiplique o valor encontrado no item 2 pela taxa de juros e você encontrará uma estimativa do crédito rotativo!

Fique atento! Este cálculo serve apenas para que você entenda o peso do rotativo no seu orçamento. Ele é uma referência! As instituições podem, ainda, cobrar outros valores sobre o rotativo, como multas e outros encargos financeiros.

Entender como funciona a cobrança de juros ajuda a melhorar sua autonomia financeira! (Pexels/Mikhail Nilov)

Crédito rotativo ou parcelado?

Uma coisa que todos sabemos é que imprevistos financeiros acontecem. Não é pecado atrasar uma fatura ou precisar recorrer a caminhos alternativos para não cair no endividamento. 

No entanto, para contornar cenários piores no futuro, é preciso fazer escolhas conscientes até na hora do aperto. 

O que mostramos do rotativo até aqui é que ele possui uma taxa de juros alta, cobrada na fatura seguinte. Mas, além dele, há outras opções de pagamento, como o parcelamento, que possui juros menores. 

Mas, atenção: apesar de mais em conta, os juros do parcelamento ainda são juros. Então, ao decidir parcelar, o indicado é escolher o menor número de pagamentos possíveis. Quanto menor a quantidade de parcelas, menor o juros!

Na dúvida, opte por pagar a fatura integralmente. Existem empréstimos no mercado com juros mais baixos do que os cobrados no parcelamento ou no rotativo. Utilize o valor recebido para ficar em dia!

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