Economia em 2022: O que esperar para o próximo ano?

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Alta da inflação, pressão dos preços no supermercado, aumento do valor dos combustíveis… 2021 foi apertado para quem precisou organizar as finanças de casa.

Com o fim de ano virando a esquina, é o momento de se preparar para um novo ciclo – e para uma nova jornada financeira. Mas, com as estatísticas mais recentes sobre o país, o que brasileiro pode esperar da economia em 2022?

O último boletim econômico da Fundação Getúlio Vargas (FGV), publicado em novembro, aponta um cenário desafiador.

Isso porque, em meio às altas inflacionárias, a taxa de juros pode superar a casa dos dois dígitos. 

Por isso, as famílias que desejam se preparar para o próximo ano, devem ficar atentas às expectativas do mercado. Continue a leitura para saber como organizar seu orçamento para 2022! 

Boa leitura!

Como está a economia em 2021

Antes de seguir com o texto, vamos recapitular as mudanças que observamos este ano.

Algumas delas você já deve ter acompanhado no noticiário, mas é importante trazê-las aqui para contextualizar a discussão, ok? 

Vamos lá: em novembro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação oficial do país acumulou alta de 10,74% em 12 meses. 

A variação, acompanhada através do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi a maior para o período desde 2003! 

A alta no preço dos combustíveis foi uma das principais alavancas para a inflação em 2021.

Somente a gasolina aumentou aproximadamente R$2 entre janeiro e novembro deste ano – o preço médio do litro saiu de R$ 4,5 para R$6,7 no fim do ano, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).  

Levada pela pressão da inflação, a taxa de juros nacional – a Selic – também não cedeu: às vésperas do fim de ano, de acordo com a última atualização do Banco Central do Brasil (BCB), a taxa encerra 2021 na casa dos 9,25% ao ano, o maior número desde 2017. 

Mas, o que que esperar da economia em 2022?

Agora que sabemos de onde partimos em 2021, hora de entender o que os especialistas esperam para o próximo ano. 

O Banco Central do Brasil – uma das maiores instituições financeiras do país – espera que a inflação (lembrando, ela é medida pelo IPCA) supere a casa dos 5% no próximo ano. Os dados são do Relatório Focus, levantamento com especialistas do mercado financeiro.

Pode parecer uma mudança pequena, mas está acima do que foi calculado anteriormente pelas autoridades financeiras. Isso significa dizer que a inflação cresceu acima do esperado. 

O Focus também projetou a taxa de juros alta em 2022. A expectativa é que o número fique ainda maior, chegando aos 11,25% ao ano em dezembro daqui a um ano. 

Apesar do cenário desafiador, 2022 pode ser mais suave para quem entende o que está em jogo (Pexels)

Inflação e Juros: os principais desafios em 2022 para você

Deu para perceber, até agora, que o movimento econômico para 2022 pode pesar no bolso do brasileiro. Para os consumidores, o impacto deve chegar maior nas operações de crédito. 

Veja o que acontece: quanto maior a porcentagem da taxa de juros, maior o valor cobrado em operações de empréstimo, como cartões de crédito e carnês de lojas.

A taxa, conhecida como Selic, é a base para que as instituições financeiras calibrem os seus encargos.

O interessante é que, além de servir como referência para crédito, a taxa também ajuda a controlar a saúde financeira do país.

É que como a Selic atua diretamente no consumo (pense comigo: quanto menor os juros, maior a quantidade de crédito cedido no mercado), ela também ajuda a “segurar” a inflação. 

Para o Ministério da Economia, inclusive, a variação inflacionária deverá ser acompanhada de perto.

A expectativa é de que o fenômeno possa atrasar o crescimento brasileiro previsto para o próximo ano. 

Por isso, planejamento financeiro pode ser a resposta para quem quer entrar em 2022 mais seguro financeiramente. 

Como se planejar para o próximo ano?

Anota aí: os juros terão um papel importante para o orçamento da sua família no próximo ano.

Por isso, o ideal é fugir de operações de crédito com altas taxas e evitar o endividamento

Uma saída é articular, desde já, uma reserva financeira para sua casa.

Pode parecer clichê, mas ter tudo na ponta do lápis – inclusive, a lista de compras do mercado – ajuda a perceber onde se concentram os maiores gastos. 

O primeiro passo é organizar um planejamento simples. Veja uma sugestão de como dar o pontapé inicial:

  • Acompanhe seus ganhos: Anote tudo aquilo que sua família ganha por mês, inclua salários, renda extra, comissões, vales e outras receitas que vocês tiverem. Some tudo.
  • Anote tudo que a família gasta: Comece anotando todos os gastos mensais da família em uma planilha. Você também pode utilizar algum aplicativo para esta finalidade ou, se preferir, pode fazer isso manualmente em um caderno. Depois, some todos os gastos.

Investimento em 2022: por onde começar

Para quem deseja ganhar uma renda extra em investimento, a taxa de juros alta pode ser uma alternativa – se você souber onde apostar. 

A dica é procurar títulos que variem de acordo com algum indexador econômico, como investimentos de renda fixa. 

Conclusão 

Espero que você tenha chegado até aqui com uma visão mais ampla sobre a sua vida financeira.

O próximo ano pode ser desafiador para as finanças pessoais, mas um bom planejamento pode quebrar um galho e evitar um aperto no futuro. 

Lembre-se sempre de acompanhar as notícias sobre o mercado para tomar as melhores decisões, ok? Que 2022 venha com tranquilidade!

Equipe alt.bank

Nosso time de especialistas está focado em criar conteúdos relevantes para te ajudar a ter mais autonomia financeira e promover um sistema financeiro mais justo no Brasil.

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