Emprestar o nome: O que fazer se a pessoa não pagar

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Segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC, 24% das pessoas que estavam inadimplentes tinham emprestado o próprio nome a terceiros

Emprestar o nome para parentes e amigos realizarem compras é mais comum do que se imagina e costuma acabar mal.

De acordo com um levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), entre os brasileiros que estavam inadimplentes, 24% tinham emprestado o próprio nome a terceiros.

Ainda segundo a pesquisa, mais da metade (51%) dessas pessoas emprestaram o nome com a intenção de ajudar quem fez o pedido, enquanto 16% ficaram com vergonha de dizer não.

Mas, afinal de contas, será que é possível transferir a dívida para a pessoa que usou o seu nome e fazer com que ela seja negativada no seu lugar?

De quem é a responsabilidade da dívida?

De acordo com o educador financeiro do SPC, José Vignoli, não há como fazer com que a pessoa que utilizou o seu nome seja responsabilizada pelo pagamento. “Do ponto de vista legal, quem emprestou o nome é sempre o responsável pela dívida”, explica.

A afirmação é confirmada pela economista-chefe do SPC, Marcela Kawauti. “Caso o tomador do nome emprestado não consiga honrar o compromisso assumido, é a pessoa que empresta o nome quem arca com as consequências financeiras e jurídicas da situação”, alerta.

 Vignoli destaca que emprestar o nome para amigos ou parentes costuma ser uma atitude solidária, mas na maior parte das vezes provoca prejuízos.

Afinal, a pessoa que pede esse tipo de favor geralmente já tem o próprio nome sujo ou está com sérias dificuldades financeiras. Logo, o risco de você ficar “a ver navios” e não receber o valor que emprestou é bastante alto.

“Não se deve emprestar o nome sem antes refletir sobre as consequências dessa decisão”, alerta o educador financeiro.

Pediram para usar o meu nome: O que fazer?

Imagine a cena: você está participando de um almoço de família, em pleno domingo, e um parente te chama para conversar.

Ele explica toda a situação e diz que gostaria de utilizar o seu cartão de crédito ou  fazer um empréstimo usando o seu nome. O que você deve responder neste caso?

Segundo os especialistas, pensando do ponto de vista financeiro, o ideal é negar esse tipo de pedido, mesmo que seja alguém de convívio próximo.

 “Recusar ajuda para familiares e amigos pode parecer cruel, mas muitas vezes, essas pessoas já apresentam um histórico desfavorável de pagamentos e há um risco real de que a dívida não seja paga”, afirma Marcela Kawauti.

Isso quer dizer que você nunca deve ajudar nesses casos? Depende. Se você tiver dinheiro sobrando e quiser emprestar uma parte ou até mesmo o valor total, a decisão é sempre sua.

Mas é preciso ter em mente o seguinte: sempre que você empresta algum valor para qualquer pessoa, a chance de não receber de volta é altíssima.

Prova disso é que apenas 12% dos entrevistados pela pesquisa do SPC conseguiram receber o valor integral da dívida. Ou seja: de 100 pessoas que emprestam o nome, só 12 recebem o valor da dívida que foi feita.

Eu emprestei o nome e a pessoa não pagou: Como agir?

Ainda segundo a pesquisa, 30% das pessoas que emprestaram o nome e levaram calote não chegaram nem a cobrar a dívida do amigo ou familiar.

Se você já passou por isso e a pessoa não pagou o que devia, procure conversar com ela e expor a situação, mostrando que você foi prejudicado com esta atitude e que o seu nome entrou para a lista de inadimplentes.

Caso ela não consiga te pagar o valor total, proponha algum acordo de parcelamento e tente recuperar o máximo possível do dinheiro que foi emprestado.

Assim que receber a quantia, você quita a dívida que fez e limpa o seu nome o quanto antes.

Para as próximas vezes, fica a lição. Lembre-se das recomendações dos especialistas quando um parente ou amigo próximo pedir o seu nome emprestado.

“Negar esse tipo de pedido pode até abalar a amizade, mas quem aceita sem pensar nas consequências corre o risco de perder não somente o amigo, mas também dinheiro e entrar para a lista de inadimplentes”, conclui Vignoli.

Equipe alt.bank

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