Não consigo mais pagar o empréstimo do banco: O que fazer?

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Reorganizar as finanças e renegociar o empréstimo estão entre as soluções; saiba como resolver esse problema 

Se a sua vida financeira está desorganizada e você não consegue mais pagar o empréstimo do banco, deve acender o alerta vermelho imediatamente.

Neste tipo de situação, será preciso reorganizar suas finanças para voltar a ter dinheiro disponível e conseguir arcar com as suas principais contas.

Além disso, você pode renegociar o empréstimo para que as parcelas se encaixem novamente no seu orçamento mensal.

Leia esse artigo até o final que nós vamos explicar como você pode sair dessa!

Se você não consegue mais pagar um empréstimo, será preciso reorganizar suas finanças para voltar a ter dinheiro disponível (Pixabay/stevepb)

Não consigo mais pagar o empréstimo do banco: O que fazer?

Se você se endividou e não está mais conseguindo pagar o empréstimo do banco, sua primeira atitude deve ser entrar em contato com a instituição e tentar renegociar a dívida, alterando o prazo e diluindo o valor em mais parcelas.

Dessa forma, o valor pago por mês será menor e poderá se encaixar no seu orçamento. Vamos dar um exemplo para ficar mais claro: digamos que você tenha feito um empréstimo de R$ 1.000 para pagar em 12 parcelas de R$ 140.

Se não conseguir pagar esses R$ 140 por mês, pode tentar uma negociação com o banco para pagar em 24 parcelas de R$ 90, por exemplo.

É importante lembrar, no entanto, que quanto mais tempo levar para pagar o empréstimo, maior será o seu gasto com juros no final.

O que acontece se eu não pagar um empréstimo?

Se você não pagar um empréstimo, a primeira atitude do banco será comunicá-lo da dívida e avisar sobre a inclusão nos cadastros de devedores.

Se mesmo após o aviso o débito não for quitado, seu nome ficará sujo e o banco ainda poderá fazer uma cobrança judicial da dívida.

Quanto tempo o banco pode cobrar uma dívida judicialmente?

A cobrança na justiça não poderá acontecer depois que passar o prazo de 5 anos do vencimento da dívida. No entanto, esse prazo só vale nos casos em que o consumidor nunca foi acionado pela empresa judicialmente. 

A cobrança na justiça não poderá acontecer depois que passar o prazo de 5 anos do vencimento da dívida (Pixabay/qimono)

Vamos exemplificar para ficar mais claro. Imagine que você tenha uma dívida de um empréstimo que venceu no dia 10 de abril de 2015. O banco nunca entrou na justiça e resolveu cobrar judicialmente apenas no dia 20 de abril de 2020.

Neste caso, a cobrança judicial não é válida, porque já se passaram mais de cinco anos do vencimento da dívida.

Já se o banco entrou na justiça em 2018, por exemplo, a tramitação poderá durar vários anos sem que haja um limite de tempo. 

Quantos anos se prescreve uma dívida bancária?

A dívida bancária nunca prescreve. Ou seja, ela nunca deixará de existir até que você faça o pagamento.

O que existe são prazos legais para que o nome permaneça sujo e para que o banco entre com uma ação na justiça.

O nome só poderá ficar sujo por até 5 anos, depois ele deve ser retirado dos órgãos de proteção ao crédito, como SPC e Serasa.

Já a ação na justiça só pode ser aberta até 5 anos depois do vencimento da dívida.

Mas, mesmo que seu nome não esteja mais sujo e o banco não possa entrar com ação judicial, a dívida continua existindo e a instituição pode continuar entrando em contato com você para cobrá-la. 

Como fazer a renegociação de uma dívida?

Fazer a renegociação da dívida é um momento importante, que deve ser feito com bastante atenção para que você não volte a ficar inadimplente. Veja algumas dicas:

Faça um planejamento dos seus gastos

O valor da parcela da renegociação da dívida deve se encaixar no seu orçamento para que você consiga pagar sem tantas dificuldades. Por isso, a primeira atitude é fazer um planejamento das suas finanças, avaliando todos os seus gastos mensais.

Lembre-se de que aquilo que você ganha por mês deverá ser suficiente para pagar todas as suas despesas, incluindo a parcela da renegociação da dívida.

Caso seus gastos sejam maiores do que as receitas, você tem duas opções: ou corta despesas menos essenciais ou aumenta os seus ganhos, optando por uma renda extra, por exemplo.

Entenda quanto dinheiro pode usar mensalmente para renegociar a dívida

O valor que poderá ser usado mensalmente para pagar as parcelas da renegociação depende do orçamento de cada pessoa.

O mais importante é que esse valor esteja dentro das suas possibilidades e não afete drasticamente a sua vida financeira. Caso contrário, você terá que cortar muitos gastos ou então vai acabar atrasando as parcelas da renegociação.

Lembrando, que a instituição não pode cobrar mais de 30% do que você recebe por mês para quitar a dívida. Ou seja, se você tem um salário de R$ 1.500, o valor da parcela não poderá ser superior a R$ 500.

Busque acordos realistas e que não comprometem sua renda

Fique atento! É muito importante que você faça um acordo que esteja dentro da sua realidade financeira para não voltar a ficar inadimplente.

Digamos que você receba um salário de R$ 1.300 por mês e todos os seus gastos mensais somem R$ 1.200. Isso quer dizer que a renegociação da dívida poderá ter parcelas de no máximo R$ 100, que é o valor que sobra no seu orçamento.

Caso contrário, você não conseguirá pagar o acordo e acabará entrando em novas dívidas.

Analise o contrato do empréstimo

Você deve analisar bem o contrato e todas as cláusulas do documento para evitar surpresas desagradáveis.

Procure entender as informações principais, como o valor total do acordo, o prazo do parcelamento, a quantidade de parcelas e os juros cobrados.

Além disso, deve ficar atento ao CET (Custo Efetivo Total), que reúne todos os gastos que estão embutidos naquele empréstimo, como juros, IOF, seguro, tributos, entre outros.

Pesquise condições oferecidas por outros bancos

Procure se informar sobre condições de crédito das outras instituições, principalmente em relação às taxas de juros e demais tarifas. Assim você terá argumentos para tentar um acordo melhor com o seu banco.

Caso não consiga um acordo mais vantajoso, pode optar pela portabilidade do empréstimo, trocando a dívida para outra instituição que tenha condições melhores de pagamento.

No entanto, o ideal é fazer a portabilidade quando estiver com o pagamento em dia, sem nenhum atraso. 

Tente a renegociação da dívida ou negociar com outros bancos

Se as parcelas estiverem em dia, mas você perceber que não terá condições de pagar nos próximos meses, pode solicitar a renegociação da dívida, alterando o valor das parcelas e mudando o prazo total.

Se não for possível fechar um bom acordo com o seu banco, negocie com outras instituições para transferir a dívida por meio da portabilidade de crédito, buscando sempre juros mais baixos possíveis.

Análise todas as propostas com calma

Depois que tiver todas as propostas em mãos, tanto do seu banco quanto de outras instituições, você deve analisar com calma para escolher a mais vantajosa.

Lembre-se de comparar as taxas, os prazos, e principalmente o CET, que é o custo efetivo total do empréstimo.

Conclusão

Se você fez um empréstimo e percebeu que não terá mais condições de pagar as parcelas, deve tomar uma atitude o quanto antes, evitando atrasar o pagamento.

Dessa forma, você terá mais argumentos para negociar com o seu banco e também poderá solicitar a portabilidade do crédito para outra instituição, se ela oferecer melhores condições.

O mais importante é que você se organize financeiramente e encaixe o valor das parcelas no seu orçamento, evitando contrair novas dívidas.

Se você percebeu que não terá mais condições de pagar as parcelas de um empréstimo, deve tomar uma atitude o quanto antes (Pixabay/Bru-nO)

Equipe alt.bank

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