Veja como sair das dívidas e melhorar sua vida financeira

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Segundo dados da Serasa, 62 milhões de brasileiros estavam inadimplentes no mês de maio de 2021; saiba como se livrar das dívidas e retomar o controle das finanças

O endividamento causa uma série de problemas e atrapalha nossa vida financeira e pessoal. Não é à toa que os brasileiros vivem se perguntando como sair das dívidas e conseguir ter um bom controle das finanças.  

Mas antes de começar este artigo, vamos deixar clara a diferença entre o endividamento descontrolado que causa a inadimplência, e as dívidas comuns, como empréstimos e financiamentos que você paga em dia.

Neste artigo nós estamos falando do endividamento que sai do controle e traz uma série de consequências, entre elas ficar com o nome sujo nos órgãos de proteção ao crédito ou ser protestado em cartório.

Se você precisa se livrar dessa situação e reorganizar a sua vida financeira, leia até o final!

Como sair das dívidas: O dilema de muitos brasileiros

Se você está endividado, saiba que não está sozinho: milhões de pessoas estão nesta situação atualmente no Brasil e procuram um jeito de quitar seus débitos.
Em primeiro lugar, tenha em mente que com um bom planejamento financeiro e controle dos gastos, é possível se livrar da inadimplência e finalmente dormir tranquilo, sem nenhuma conta em atraso.

Para te ajudar com isso, nós separamos uma série de dicas e recomendações ao longo deste texto. Veja nos próximos tópicos logo abaixo!

Dados sobre o endividamento no Brasil

Segundo dados da Serasa, 62,56 milhões de brasileiros estavam inadimplentes no mês de maio. O valor médio da dívida por pessoa é de R$ 3.937,38, o maior dos últimos 12 meses. Cada conta em atraso possui valor médio de R$ 1.162,43.

De acordo com o levantamento, o maior volume de dívidas está na categoria bancos/cartão, representando 29,7% dos mais de R$ 211 milhões de débitos. Em seguida, estão as contas de luz, água e gás, com 22,3%.

Entre os estados, São Paulo lidera o número de negativados, com mais de 15 milhões, mais que o dobro do Rio de Janeiro, que tem 6,15 milhões. Minas Gerais, 5,9 milhões, Bahia (3,92 milhões) e Paraná (3,27 milhões) aparecem entre os cinco mais inadimplentes.

Tipos mais comuns de dívidas

Listamos abaixo as dívidas que mais aparecem entre os brasileiros. Confira:

Cartão de crédito

A verdade é que o cartão de crédito pode ser um ótimo aliado do seu orçamento, mas também se torna um grande vilão se for utilizado da maneira errada, sem um bom controle financeiro.

Tanto que as dívidas no cartão são muito comuns entre os brasileiros. Segundo dados da Serasa, somadas com empréstimos e outras dívidas bancárias, a inadimplência com cartão de crédito chega a quase 1/3 do total das dívidas no país. O grande problema do cartão de crédito é que os juros cobrados são altíssimos quando o cliente não paga o total da fatura. Isso faz com que a dívida cresça rapidamente como uma bola de neve e fique cada vez mais difícil de ser quitada.

O cartão de crédito pode se tornar um grande vilão do orçamento se for utilizado da maneira errada

Empréstimos 

Os empréstimos pessoais também são responsáveis por grande parte das dívidas em aberto dos consumidores. Esse tipo de operação cobra juros altos, que em alguns casos chegam a mais de 700% ao ano, de acordo com dados do Banco Central.

Por isso, é preciso tomar bastante cuidado quando pedir um empréstimo e ter certeza de que o valor das parcelas cabe no seu orçamento. Caso contrário, as chances de ficar inadimplente aumentam consideravelmente.

Cheque especial

O cheque especial pode ser considerado outro grande vilão das finanças quando não há um bom controle do orçamento. Para você ter ideia, os juros do cheque especial chegam a 150% ao ano, um número muito alto que acaba com qualquer planejamento financeiro.

Crédito Consignado

O crédito consignado possui taxa de juros mais baixas do que os empréstimos comuns, porque seu pagamento é feito automaticamente com desconto no salário ou no benefício.

Mesmo assim, é preciso ficar atento para não se atrapalhar com as finanças ao comprometer uma boa parte do salário com o consignado. Além disso, em caso de perda do emprego, o pagamento das parcelas também pode ficar comprometido.

Agiotas

Fuja dessa roubada! A agiotagem é crime no Brasil e você deve passar bem longe desse tipo de empréstimo. Os juros cobrados pelos agiotas são altíssimos e o tipo de cobrança que eles fazem é totalmente fora da lei.

Resumindo, se você recorrer ao dinheiro de um agiota, vai colocar suas finanças e até mesmo sua vida em perigo. Fique longe!

É possível sair das dívidas rapidamente?

Tudo depende das suas condições de pagamento e negociação das dívidas e também do seu planejamento financeiro.

Digamos que você tenha R$ 2 mil em dívidas e conseguiu um novo emprego que paga salário líquido de R$ 3 mil no final do mês.

Neste caso, poderá sair mais rápido das dívidas se fizer um bom planejamento e quitar os débitos em atraso para deixar de pagar juros.

Passos para te ajudar a sair das dívidas

Se você está sofrendo com dívidas e não sabe como sair dessa situação, montamos um passo a passo para que você consiga se livrar dos débitos.

1 – Comece controlando o orçamento

 O primeiro passo para fugir das dívidas é ter um bom planejamento financeiro. Para isso, comece anotando todos os seus gastos mensais. Isso inclui as despesas fixas: aluguel, contas da casa, compras no supermercado, parcelas de financiamento e mensalidades de cursos ou escolas, por exemplo.

 As despesas variáveis também devem ser incluídas: compra de roupas, acessórios, presentes, etc. Logo depois, some as suas receitas mensais (salário, comissões, vales, etc).

 Agora o mais importante: nunca se esqueça de que a regra básica para um orçamento saudável é que a soma das suas receitas precisa ser sempre maior do que a soma dos seus gastos.

É importante ter um bom planejamento financeiro, anotando todos os seus gastos e receitas mensais

2 – Faça cortes de gastos se for preciso

 Seguindo nosso planejamento, depois que você anotou todos os seus gastos e os ganhos, é preciso analisar o resultado.

 Se você estiver gastando mais do que ganha por mês, precisa fazer cortes de despesas. Para isso, comece cortando gastos menos prioritários, como TV a cabo, refeições fora de casa ou o plano mais caro do streaming, por exemplo.

3 – Se for possível, procure uma renda extra

Se você não conseguir cortar nenhuma despesa, pode tentar aumentar as suas receitas fazendo algum trabalho fora do seu expediente para ter uma renda extra.

Dar aulas particulares, fazer artesanato, pães ou doces para vender são algumas das opções para ganhar um dinheiro a mais.

Fazer pães ou doces para vender pode ser uma opção para renda extra

4 – Está com o nome sujo? Regularize!

Se estiver endividado, o primeiro passo é se organizar para quitar as dívidas e deixar de pagar juros. Negocie com os credores, peça descontos e limpe seu nome o quanto antes. Para isso, siga os passos 5 e 6 listados abaixo!

5 – Levante todos os débitos em atraso

O primeiro passo é realizar um levantamento de todos os débitos que estão atrasados. O ideal é acessar o site dos birôs que possuem cadastro de clientes negativados e fazer a pesquisa de todas as dívidas em aberto.

Para isso você vai precisar se cadastrar nos sites das instituições que prestam esse tipo de serviço, como a Serasa, o Boa Vista e o SPC.

6 – Faça acordo com os credores

Com as informações em mãos, você pode tentar um acordo com os credores. Uma das opções é entrar em contato com as centrais de cobrança da empresa, informando que tem interesse em quitar a dívida e solicitando informações sobre possíveis descontos e formas de parcelamento.

7 – Evite novas dívidas: só compre se tiver condições

Agora que você já está resolvendo suas dívidas antigas, evite fazer novas despesas desnecessárias.

 Antes de comprar algo, pense se aquele produto é realmente necessário ou se você está comprando por impulso.

 Se você chegar à conclusão de que faz sentido realizar a compra, certifique-se de que tem dinheiro para isso e que vai conseguir pagar sem prejudicar o seu orçamento.

 8 – Tenha cuidado com os parcelamentos

Tenha cautela com as compras parceladas, mesmo aquelas que não têm juros. Elas criam uma falsa sensação de que estamos gastando pouco, mas você pode ter uma grande surpresa no final do mês.

9 – Pague sempre o valor total da fatura do cartão

Os juros do cartão de crédito são altíssimos. Para evitar esse tipo de cobrança que pode destruir seu planejamento financeiro, pague sempre o valor integral da fatura do cartão de crédito.

 10 – Cuidado ao fazer empréstimos

 Antes de fazer um empréstimo, avalie informações como a taxa de juros, o número de parcelas e o comprometimento da sua renda. Tenha cuidado para não assumir um compromisso que você não vai dar conta de pagar depois. 

11 – Faça uma reserva de emergência

A reserva de emergência é um dinheiro que você deve ter guardado para imprevistos, como a perda do emprego, problemas de saúde ou alguma outra necessidade urgente que surja ao longo da vida. 

Junte um pouco por mês, até conseguir uma quantia suficiente para pagar todas as suas despesas por pelo menos 6 meses. 

Cuidado com a saúde mental

O endividamento causa um grande estresse na nossa vida pessoal e compromete a saúde mental de qualquer pessoa.

As dívidas causam um grande estresse na nossa vida pessoal e comprometem a saúde mental de qualquer pessoa. É difícil colocar a cabeça no travesseiro e dormir sabendo que você está cheio de débitos em atraso, com nome sujo no SPC e Serasa, não é mesmo?

Esse tema inclusive já foi discutido em artigos e textos acadêmicos. Veja só o que diz essa dissertação de mestrado produzida em 2019 pelo aluno Thiago Godoy Nascimento, da FGV (Fundação Getulio Vargas).

“Os níveis de endividamento da população brasileira estão em grau recorde e as consequências vão além das questões econômicas, afetando, inclusive, a saúde física e mental dos indivíduos”, diz o texto.

Ele continua e mostra que diversos autores já comentaram sobre o assunto, destacando os sérios problemas psicológicos que podem surgir quando as dívidas fogem do controle. Ninguém merece passar por isso, né?

“O endividamento, para além de causar impacto negativo na economia como um todo (WADE; VENEROSO, 1998), leva as pessoas a terem diversos problemas de saúde como ansiedade, depressão e uma piora geral na sua qualidade de vida (SOUZA, 2019). O endividamento é um problema grave e é cada vez mais importante buscarmos entender suas causas e implicações (BARBA, 2008; MENIAGO et al., 2013)”.

Conheça o manifesto pela justiça financeira do alt.bank

O altbank quer ser um banco justo, confiável e transparente. Nós fomos fundado em 2019 com a missão de mudar a relação das pessoas com o sistema financeiro.

Nós fazemos parte de um grupo britânico chamado DigiCash Technology Venture e chegamos ao Brasil por meio do Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (Lift) do Banco Central.

Com base na nossa missão, criamos um manifesto com os valores que norteiam todos os nossos projetos. Veja abaixo:

Conclusão

Quem está devendo pode sofrer uma série de consequências, como a negativação do nome e o protesto em cartório

Pior do que isso, a dívida pode até mesmo causar a perda do bem, no caso de financiamentos ou empréstimos com garantia de imóvel ou veículo. Um verdadeiro pesadelo!

Isso sem contar no estresse emocional que o endividamento provoca. Como mostramos aqui, quem tem dívidas em atraso pode sofrer com a ansiedade, depressão, além de ter uma piora na qualidade de vida.  Difícil, né?

Portanto, fica a lição: cuide bem do seu dinheiro, tenha um bom controle do orçamento e faça um planejamento das finanças!

Se você está com alguma dívida que não conseguiu pagar, entre em contato com a empresa e proponha uma renegociação do débito.

Lembre-se de que quanto antes você sair dessa situação, mais tranquilo vai ficar, tanto em relação às suas finanças quanto à vida pessoal. Boa sorte!

Equipe alt.bank

Nosso time de especialistas está focado em criar conteúdos relevantes para te ajudar a ter mais autonomia financeira e promover um sistema financeiro mais justo no Brasil.

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